Materiais gratuitos
Entenda o que a faculdade pede. Depois escreva.
A maior parte dos alunos não trava por não saber escrever. Trava por não entender o que está sendo cobrado. Aqui eu explico cada entrega — e deixo os modelos oficiais para baixar.
Karolayne Santos · orientação acadêmica há 6 anos · +15 mil alunos atendidos
O TCC é o momento em que você deixa de reproduzir conteúdo e passa a produzir. Na prática, isso significa uma coisa concreta: você escolhe um problema, procura o que já foi publicado sobre ele e organiza esse material respondendo a uma pergunta.
A maioria dos TCCs de graduação é revisão bibliográfica. Você não vai a campo, não coleta dado com paciente, não aplica questionário. Você lê artigos e livros e constrói um argumento a partir deles. Entender isso já resolve metade da ansiedade.
São duas partes que não se separam: o trabalho escrito vale 80% e a apresentação oral no polo vale 20%. Reprovar em uma reprova nas duas.
O escrito é avaliado em cinco critérios de peso igual, 20% cada: estrutura e organização, fundamentação teórica, problemática e metodologia, análise e considerações finais, e redação dentro da ABNT.
Repare: normas ABNT valem tanto quanto a sua análise. É o critério mais fácil de acertar e o que mais gente perde por descuido.
O erro clássico é pular a segunda etapa e começar a escrever direto. Sem leitura, você não tem o que citar — e parágrafo sem citação é exatamente o que volta marcado do tutor.
A rubrica completa de avaliação, etapas e prazos. É o documento que o seu avaliador usa.
São dois formatos diferentes para a mesma finalidade, e o seu curso define qual você entrega. Vale saber a diferença porque a estrutura muda bastante.
É o formato mais comum hoje na graduação. Texto contínuo, geralmente entre 10 e 20 páginas, sem capítulos numerados longos. A estrutura é enxuta: título, autores, resumo, palavras-chave, introdução, desenvolvimento (com metodologia e discussão), considerações finais e referências.
Não tem capa dura, não tem sumário extenso, não tem dedicatória. Tudo o que não é conteúdo, sai.
Formato mais longo e mais formal, normalmente a partir de 30 páginas. Tem elementos pré-textuais completos: capa, folha de rosto, folha de aprovação, resumo, abstract, sumário. O desenvolvimento é dividido em capítulos numerados, cada um com suas seções.
Diferença que importa na prática: no artigo, tudo é condensado. Na monografia, cada parte ganha um capítulo próprio. O conteúdo é o mesmo — a embalagem é que muda.
Muita gente confunde. O projeto é o planejamento — o que você pretende pesquisar, por quê e como. Ele é escrito no futuro. O artigo ou a monografia é o resultado, escrito no passado, depois que a pesquisa aconteceu.
Se você fez o projeto no semestre anterior, ele não se joga fora: a introdução, a justificativa e o referencial teórico são aproveitados quase inteiros. Muda o tempo verbal e acrescenta-se o que foi encontrado.
Documento formatado para escrever por cima. Cada seção já com fonte, espaçamento e alinhamento certos.
O que entra em cada seção, o que é revisão de literatura e como aproveitar o projeto anterior.
Com todos os elementos pré-textuais e a divisão em capítulos.
Extensão é componente obrigatório da matriz curricular desde a Resolução CNE/CES nº 7/2018. Não é atividade extra nem trabalho voluntário: tem carga horária, tem nota, e sem ela você não integraliza o curso.
A ideia é que você aplique o que aprendeu junto a uma comunidade real — uma escola, uma associação, um posto de saúde, um comércio do bairro. Você identifica um problema ali e propõe alguma coisa que ajude.
O ponto que trava todo mundo: o tutor não avalia a sua ação. Ele não estava lá. O que ele avalia é o relatório. Ação boa com relatório mal escrito reprova.
Cada componente da sua matriz está vinculado a um deles. Você não escolhe: o programa já vem definido no template do semestre, e a sua ação precisa fazer sentido dentro dele.
O template do PDCA não é entregue. Ele existe só para te organizar. O que vale nota é o Relatório Final de Atividades Extensionistas.
São 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, cada um com uma lista de metas. Você precisa escolher no mínimo uma meta que converse de verdade com o seu projeto — e ela tem que bater com o que você marcou no PDCA e com o que descreveu na ação. É campo obrigatório, e incoerência ali é motivo de devolução.
A carta de apresentação comprova o seu vínculo com a faculdade quando você procura a instituição parceira. O termo de autorização é a instituição concordando em receber você. Sem os dois assinados, a ação não é aceita.
PDCA detalhado, os quatro programas e tudo que precisa constar no relatório final.
Os dois documentos que você leva para a instituição parceira antes de começar.
ABNT vale 20% do seu trabalho escrito e é o único critério que não depende de conhecimento do conteúdo — depende só de atenção. Perder ponto ali é o desperdício mais comum que eu vejo.
Existem duas. A indireta é quando você lê o autor e escreve com as suas palavras — leva sobrenome e ano, sem aspas. A direta é quando você copia as palavras exatas — leva aspas e, obrigatoriamente, o número da página.
Regra prática: se usou aspas, precisa da página. Sempre. Copiar trecho sem aspas e sem página é plágio mesmo tendo citado o nome do autor, e os sistemas de varredura da faculdade detectam.
A NBR 10520:2023 mudou a caixa alta. Antes era (SILVA, 2020) dentro dos parênteses. Agora é só a inicial: (Silva, 2020). Maiúscula ficou só na lista de referências.
Toda referência de livro tem seis peças e elas entram sempre na mesma ordem: autor, título, edição, local, editora e ano. Quando é material online, acrescentam-se o link e a data de acesso — “Disponível em: [...]. Acesso em: [data]”.
E vale uma conferência simples antes de entregar: todo autor citado no texto precisa estar na lista, e todo item da lista precisa aparecer no texto. Lista inflada com obra que você não citou também é erro.
Direta, indireta, citação longa e onde o autor entra na frase — com exemplo errado e certo lado a lado.
Material próprio, escrito por mim, com tudo reunido em um documento só.
Porque quem me procura quase nunca está com dificuldade de escrever. Está perdido no que a faculdade pede — e essa informação já existe, só está mal explicada e espalhada em oito lugares diferentes.
Leia, baixe, use. Se depois disso você quiser alguém acompanhando o seu trabalho de perto, é aí que eu entro.
Me manda o tema e o prazo. Eu te digo em que ponto você está e o que falta.
Resposta no mesmo dia, de segunda a sábado.
@karolayne_santts · orientação acadêmica
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